Parque Estadual da Pedra Branca
Estrada Pau da Fome, 4003 - Taquara - Rio de Janeiro - RJ

 

Criação: Lei Estadual nº 2.377 de 28 de junho de 1974

Área: aproximada de 12.492 hectares

Localização: Zona Oeste do município do Rio de Janeiro

Abrangência: todas as áreas situadas acima da linha da cota de 100 m do Maciço da Pedra Branca e seus contrafortes,  em partes de 17 bairros: Jacarepaguá, Taquara, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes, Grumari, Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Jardim Sulacap, Realengo, Santíssimo, Campo Grande, Senador Vasconcelos, Guaratiba e Barra de Guaratiba.

Objetivos básicos

Preservar este remanescente florestal localizado em ponto estratégico do Rio de Janeiro e área núcleo de biodiversidade da Mata Atlântica; preservar mananciais hídricos ameaçados pela expansão urbana;  proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica no seu interior; proteger e revitalizar construções históricas, ruínas e sítios arqueológicos; proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica e monitoramento; promover aos visitantes oportunidades de recreação ao ar livre e valorizar econômica e socialmente a diversidade biológica, com o aproveitamento dos serviços ambientais que o parque disponibiliza.

 

Histórico
Na década de 1930, o historiador Magalhães Correia defendeu a necessidade de proteção das florestas do Maciço da Pedra Branca como garantia da manutenção dos mananciais de abastecimento de água.

Em abril de 1963, o Decreto nº 1.634 declarou a área do maciço como de utilidade pública para fins de desapropriação (IEF, 2006), mas foi em 1974, após 10 anos de estudos, que o Parque Estadual da Pedra Branca foi criado, por meio da Lei Estadual nº 2.377, de 28 de junho de 1974, compreendendo todas as áreas situadas acima da linha da cota de 100 metros do Maciço da Pedra Branca e seus contrafortes, cujos limites englobam, inclusive, as diversas Florestas Protetoras da União ali existentes.

 

O Parque leva o nome do maciço que ele protege, o Maciço da Pedra Branca. O nome do maciço é atribuído à formação calcária, de cor branca, que está presente no local, daí o nome Pedra Branca.

Em 2003, o Governo do Estado inaugurou um projeto de revitalização do parque, com recursos de uma compensação ambiental junto à empresa Eletrobolt. O projeto, orçado em R$ 4 milhões, foi realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, através do IEF/RJ, com a contratação da WWF-Brasil e Fundação Roberto Marinho.

Com a revitalização, a sede do Parque ganhou a exposição permanente “Da Pedra Branca ao Pau da Fome”, voltada para estudantes. A mostra tem informações sobre a composição das rochas do local, os animais que habitam a região, além de curiosidades sobre a flora. A exposição – que ocupa a casa projetada pelo renomado arquiteto Zanini – termina nos viveiros (um minhocário e um bromeliário) especialmente criados para complementar o passeio.

O parque está aberto diariamente, das 8h às 17h. Principais atrativos Trilha Rio Grande – Trilha simples, de 800 metros de extensão, toda sinalizada, planejada para visitantes de todas as idades. Fica no núcleo Pau da Fome e tem duração média de 30 a 40 minutos.

As principais atrações são o aqueduto do século XIX, o recanto da Represa da Figueira, o recanto da Represa da Padaria, além de bromélias e árvores típicas da Mata Atlântica.

Atrações
O Parque Estadual da Pedra Branca abrange um grande conjunto de morros e costões rochosos que formam as diversas serras do maciço, tais como a Serra Geral de Guaratiba, do Cabuçu, do Lameirão, do Rio da Prata, da Pedra Branca, do Viegas, do Bangu, do Rio Pequeno, do Barata, do Engenho Velho, do Valqueire, da Taquara, do Alto Peri, do Sacarrão, do Caçambe, do Nogueira, da Escada d’Água, do Quilombo, de Santa Bárbara, entre outras que proporcionam paisagens únicas e majestosas em cada região do entorno do próprio parque.

Sua localização geográfica, unida a suas características geomorfológicas, proporcionam aos visitantes variados pontos de observação privilegiados da cidade, como o mirante da Pedra da Ponte, da Pedra Rosilha, de Grumari, do Pico da Piraquara, Monte Alegre, e da Pedra do Quilombo. Além disso, abriga o Pico da Pedra Branca, ponto culminante da cidade, com 1.024 m de altitude.

A UC abriga também inúmeras nascentes, rios e riachos que percorrem o terreno, formando paisagens singulares com poços e cachoeiras, tais como o Poço das Pedras, o Poço da Mãe d’Água e as cachoeiras da Escada d’Água, do Camorim, do Mucuíba, da Batalha e Quinino e do Véu da Noiva.

A visitação com fins recreacional no PEPB distribui-se ao longo do ano, ocorrendo um aumento nos meses de dezembro e janeiro. Já a visitação com fins educacional apresenta maior ocorrência nos meses de abril e setembro.


Aspectos naturais
O PEPB faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, declarada pela UNESCO em 1992, integra o Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar e o Mosaico Carioca, criado por meio da Portaria n° 245, de 11 de julho de 2011. O Conselho Consultivo da unidade foi criado pela Portaria IEF/RJ/PR/N°269, de 17 de dezembro de 2008, do qual fazem parte 35 instituições.

Relevo e clima

O relevo do Parque apresenta variações do tipo: Nas vertentes das serras do Barata e de Bangu estão presentes solos do tipo Latossolo Vermelho Amarelo. Nas vertentes com relevo forte ondulado e de maior altitude, predominantemente na vertente norte (Campo Grande, Bangu e Realengo), estão presentes os solos do tipo Argissolo Vermelho-Amarelo. Níveis mais elevados e nas encostas dos vales estão os solos Podzólicos Vermelho.

Em relação ao clima, segundo a classificação de Köppen, é do tipo Af, ou seja, clima Tropical Úmido sem uma estação seca, megatérmico, com precipitação pluviométrica máxima de dezembro a março (verão) e o de precipitação mínima, de junho a agosto (inverno). Em geral, a pluviosidade varia de 1.500 a 2.500 mm, sendo os períodos mais chuvosos no verão e os mais secos no inverno.

Fauna e flora
A fauna do PEPB é caracterizada pela presença de espécies nativas de Mata Atlântica, muitas das quais endêmicas ou ameaçadas de extinção, embora haja o registro também de espécies exóticas na unidade. Para a área do PEPB foram registradas até o momento: 338 espécies de aves, das quais 20 encontram-se em alguma categoria de ameaça, como a tiriba-de-orelha-branca Pyrrhura leucotis, vulnerável à extinção nas listas estadual e nacional e em caráter quase ameaçado globalmente; 51 de mamíferos, das quais 08 em alguma categoria de ameaça, como o morcego-fruteiro-claro Chiroderma doriae, vulnerável à extinção em território nacional; 27 de répteis e 20 de anfíbios (sem registros de espécies ameaçadas), incluindo a lagartixa-de-parede Hemidactylus mabouia, considerada exótica e a perereca Hyla semilineata, endêmica do Sudeste brasileiro; e 43 de peixes, dos quais 05 são ameaçadas, como o peixe-das-nuvens Leptolebias minimus. De acordo com o levantamento realizado, pode-se constatar que a maior diversidade da fauna já estudada se encontra nas áreas do Pau da Fome, Colônia Juliano Moreira e do Camorim.

Foi registrado um total de 934 espécies pertencentes a 118 famílias botânicas. Espécies como Aristolochia raja (jarrinha-arraia), Alcantarea glaziouana (gravatá), Callisthene dryadum, Cryptocarya jacarepaguensis (noz-moscada-silvestre) e Neoregelia camorimiana (bromélia). Destaca-se dentre estas espécies a Bromeliaceae Neoregelia camorimiana que é uma espécie endêmica do Parque Estadual da Pedra Branca. Já em termos de grau de ameaça, segundo a Lista Oficial de Espécies Ameaçadas da Flora Brasileira (MMA, 2008), 11 espécies (1,2%) são consideradas ameaçadas. Dentre essas espécies, podem ser citadas: Anthurium luschnathianum (Araceae; nome vulgar: antúrio), Heliconia angusta (Heliconiaceae; nome vulgar: bico-de-guará) e Melanopsidium nigrum (Rubiaceae; nome vulgar: coroa-de-sapo).

Problemas e ameaças
O PEPB abriga uma população de cerca de 4.600 pessoas e sofre toda a série de problemas decorrentes dessa ocupação: impactos causados pela presença de animais domésticos e de criação no interior e entorno do parque; atividades agropecuárias com uso de insumos agroquímicos sintéticos e manejo inadequado do solo; captações clandestinas de água para abastecimento; supressão da vegetação nativa e substituição por espécies exóticas e invasoras; grande incidência de incêndios florestais e queima não controlada.

A presença de inúmeros acessos que avançam os limites da UC, incluindo estradas que cortam o parque (Avenida das Américas e Estrada de Grumari), e a existência das linhas de transmissão (Sistema Furnas e Light) atravessando a área da unidade são responsáveis pela fragmentação da UC, ocasionando o isolamento de populações mais sensíveis e efeito de borda.

Outro impacto sofrido pelo PEPB está na ameaça de extinção de algumas espécies da flora.

 

Disponível em http://www.wikiparques.org/wiki/Parque_Estadual_da_Pedra_Branca

Para Perguntas /  Envie um e-mail contato@desafiocorja.com.br

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